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Controle de Infecção - Esterilização

Como é feita a esterilização em serviços de Odontologia?

A Portaria 2.616, de 12 de maio de 1998 que expede instruções sobre o controle de infecção em seu anexo V - Recomendações Gerais e no item 2 cita:

As normas de limpeza, desinfecção e esterilização são aquelas definidas pela publicação do Ministério da saúde, Processamento de Artigos e superfícies em Estabelecimentos de Saúde, 2ª edição, 1994 - princípios ativos liberados conforme os definidos pela Portaria nº 15, SVS, de 23 de agosto de 1988, ou outras que a complementem ou substituam.

O procedimento de limpeza, desinfecção e esterilização é único, portanto, independente do local. Os produtos utilizados em odontologia não fogem à regra, sendo assim, tudo o que for artigo crítico terá que ser esterilizado. Os artigos semi-críticos poderão ser esterilizados ou na impossibilidade, realizada desinfecção de alto nível.

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Qual o tamanho dos furos nas caixas metálicas para esterilização em autoclave?

Não tenho conhecimento de nenhuma orientação quanto aos furos nas caixas metálicas para esterilização, mas de qualquer maneira, quanto menor e em maior quantidade, melhor. A indicação atual seria o uso de caixas aramadas.

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Campos cirúrgicos cerzidos podem ser usados?

Este tipo de campo cirúrgico não deve ser utilizado, pois apresenta diversos "furos" que dificulta o processo de esterilização. Pode obter mais informações no site da AORN.

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Solicito o parecer da Anvisa sobre a utilização de formalina nas autoclaves, no processo de esterilização dos materiais médicos hospitalares.

A melhor indicação de esterilização de instrumental cirúrgico é autoclave a vapor, óxido de etileno, formaldeído e peróxido de hidrogênio. O uso de formalina não permite a validação do processo.

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Existe alguma Norma ou Portaria que determine a freqüência mínima, para a realização de testes Bowie & Dick?

O Teste Bowie & Dick ou indicador específico de equipamento deverá ser usado diariamente na autoclave pré-aquecida, antes do primeiro ciclo do dia com carga. O pré-aquecimento é necessário quando o equipamento fica desligado e frio. É importante fazer um ciclo de 3,5 a 4,0 minutos a 134ºC, devendo ser omitida a secagem. Não se aplica em autoclaves gravitacionais

Apresentação: folhas únicas impregnadas com tinta termo-química, que muda de coloração quando exposta à temperatura e pacote teste para pronto uso

Quantidade de materiais utilizados: um pacote para pronto uso ou uma folha para cada teste realizado

Você encontra essa orientação em qualquer livro de Esterilização como por exemplo: "Recomendações práticas para processos de esterilização em estabelecimentos de saúde" (Guia elaborado por enfermeiros brasileiros, 2000).

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Preciso de informações sobre a utilização de caixa box tipo conteiners para esterilização, excluindo o uso de campos.

Os instrumentais podem ser acondicionados através de sistema de containers apresentado em caixas de alumínio, com vários acessórios. Este sistema é utilizado em 90% dos hospitais alemães e em 50% dos hospitais americanos (Ryan, 1986). No Brasil aproximadamente 8 hospitais utilizam este sistema (Ex. Hospital Samaritano de São Paulo).

Com o uso de containers podemos observar:
- Maior segurança e manutenção da esterilidade durante o transporte e armazenamento do material;

- Simplicidade de rotinas de lavagem, montagem e esterilização dos instrumentais;

- Difere do sistema tradicional por dispensar o uso de invólucro externo, reduzindo uma etapa no processo do preparo do material, que é o empacotamento;

- Favorece a economia de espaço no armazenamento;

- Maior organização na sala cirúrgica por não haver excesso de volume de material reprocessado ou descartável e

- É necessário validar a sua autoclave para a utilização dos containers.

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Os capotes usados em cirurgia oral menor não devem ser passados por poder ser contaminado?

Toda roupa que for submetida a esterilização não deve ser passada. Elas são colocadas nas secadoras e não em calandra

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Solicito informações sobre a esterilização, em autoclave, de gazes vaselinadas para curativos em queimados

Não temos experiência com gaze vaselinada esterilizada em autoclave. Aconselho que você compre vaselina já estéril. O mercado dispõe de frasco pequenos e propício para a utilização que você deseja.Temos que facilitar o nosso trabalho e esterilizar vaselina é gasto de tempo, dinheiro e profissional.

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O uso de papel crepado e papel kraft é indicado para esterilização de caixas em autoclave nos hospitais e se apresentam barreira eficiente?

O papel crepado pode ser utilizado para procedimentos de esterilização, porém o papel kraft não.

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Existe algum tipo de teste prático para saber se o papel crepado é realmente de barreira?

Ainda não temos nenhuma norma para o papel crepado para podermos nos orientar na hora da compra. Por outro lado temos que seguir algumas recomedações como:

- Solicitar o Registro na Anvisa com a publicação no Díário Oficial da União;

- Solicitar os testes comprobatórios relativos a porosidade, gramatura, laudo técnico para barreira, etc. (que eles têm que entregar para registro);

- Pesar o papel e verificar se está dentro do indicado e

- Solicitar amostras para testar

De um modo geral, devemos seguir a norma do papel grau cirúrgico, que já existe

Com relação ao papel kraft, convém ressaltar que, apesar de ser encontrado como indicação para embalagem, em algumas publicações mais antigas, atualmente devemos desconsiderar uma vez que ele não é regular e não tem eficácia como barreira microbiológica.

 

Como devo proceder para validar o processo de esterilização por autoclave de sete para trinta dias?

O mais correto seria solicitar uma avaliação de uma empresa especializada no assunto (em validação), pois o processo não é simples. Será preciso validar o processo (limpeza, esterilização) assim como o equipamento (autoclave).

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Qual papel, além do papel grau cirúrgico, poderei utilizar para embalar vidros que serão esterilizados em autoclave?

Informamos que poderá ser usado tecido de algodão, não tecido - SMS (manta de polipropileno-100%) e o papel grau cirúrgico. O SMS é mais caro.

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É indicado o uso de papel manteiga para embalar seringas de vidro e gaze que serão processadas em autoclave; se não for, qual papel posso utilizar?

Informamos que não é indicado o uso de papel manteiga para embalar seringas de vidro e gaze para serem autoclavadas.
No site da Anvisa, encontrará o tipo de embalagem que resolverá seu problema.

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Quais as embalagens adequadas para acondicionar pacote de curativo e material de ginecologia (espéculo e pinça), quando o método de esterilização disponível é a estufa? E qual a validade desta esterilização?

A esterilização através de estufa já está obsoleta e vale a pena você insistir na aquisição de uma autoclave a vapor. De qualquer forma as embalagens utilizadas para a esterilização pelo calor seco (estufa) são: caixas de aço inox de paredes finas ou de alumínio e papel laminado de alumínio. Quanto ao tempo de esterilização não podemos determinar uma vez que vai depender da validação da sua máquina, do acondicionamento e guarda, da integridade da embalagem, etc. Portanto, aconselharia a utilizar todo o material após abrir uma caixa e para isso você vai precisar de caixas pequenas. Aliás, é sempre importante utilizar caixas pequenas para evitar que se esterilize muito material e fique abrindo e fechando a caixa o dia todo.

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Qual o tempo e temperatura ideal para esterilização em autoclaves e estufas? Quanto tempo podemos armazenar os instrumentais após esterilização se não forem utilizados?

Para esterilização em autoclave é importante saber o tipo de autoclave que dispõe. Em estufa deixar 160° por 2h e 170° por 1h

O material esterilizado em papel grau cirúrgico não vence a esterilização desde que se observe a inviolabilidade da embalagem; o que vence é a matéria prima de que é feito o produto interno

Maiores detalhes você encontra no "Manual de Processamento de Artigos e Superfícies em Estabelecimentos de Saúde/ms" e nas publicações nacionais. tais como: livro de "Infecção Hospitalar e suas Interfaces na Área da Saúde", editora Atheneu, vol.2; "Infecções Hospitalares Prevenção e Controle" editora Sarvier; publicações da Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar (apecih).

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Quando a gente carrega e descarrega a autoclave, tem que deixar o material esfriar dentro da autoclave antes de retirá-lo? Sobre a estufa, posso colocar caixas com instrumental empilhadas e retirar o material quente da estufa para esfriar fora dela, após esterilizados?

Quando se trata de autoclave manual, o material deve esfriar primeiro para depois ser retirado da máquina, para que desta forma possa ser evitado a água de condensação que acaba molhando e às vezes inutilizando o material. Quando se trata de autoclave automatizada, ela já segue todas as etapas necessárias, só abrindo quando realmente está encerrado o ciclo

Quanto à estufa, deve ser preservado espaço entre as caixas para que possa ser mantido um fluxo e o calor possa penetrar e fluir. Não vejo problemas em esfriá-los fora da mesma.

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Gostaria de saber quais são as normas existentes para a utilização de indicador biológico e integrador químico.

As recomendações para esterilização com óxido de etileno estão contidas no "Manual de Processamento de Artigos e Superfícies em Estabelecimentos de Saúde", publicado pelo Ministério da Saúde, em 1994. Esse Manual está esgotado, porém, pode ser encontrado em todas as Secretarias de Saúde e bibliotecas de faculdades de medicina e enfermagem.

Nesse manual recomenda-se, para esterilização com ETO:

- Testes biológicos, no mínimo, semanais, com Bacillus Subtillis, sempre na primeira carga e ao término de todas as manutenções preventivas e corretivas e

- Cada pacote ser identificado com fitas termossensíveis.

Para esterilização à Vapor:

 Testes biológicos, no mínimo, semanais, com Bacillus Stearothermophylus, sempre na primeira carga e ao término de todas as manutenções preventivas e corretivas e

 Cada pacote ser identificado com fitas termossensíveis

Quanto ao uso de Integradores, devem ser colocados no centro geométrico dos pacotes densos e a observação do relutado deve ser realizada antes da liberação da carga com o material esterilizado.

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Qual a real utilização do papel kraft em esterilização de material cirúgico?

O papel Kraft, devido sua porosidade visível, até a olho nu, não deve ser utilizado para procedimentos de esterilização. A NBR 12.946/1993 (ABNT, 1993) estabelece os índices de porosidade de 65s (mínimo) e 105s (máximo), para o papel grau cirúrgico. As normas internacionais BS 6.256/DIN 58.953/1987 estabelecem o índice número 60gr/m2 para gramatura do papel grau cirúrgico. Esse índice deve ser avaliado na compra do papel utilizado na esterilização.

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Qual o produto (água sanitária ou glutaraldeído) mais indicado para realizar a limpeza de instrumental cirúrgico (antes de ser esterilizado) e de máscaras de nebulização e como, e em quais quantidades usá-los?

A ação de desinfetantes como água sanitária e glutaraldeído, em presença de matéria orgânica, é incerta e sua utilização prévia para esterilização, como descontaminante, é desaconselhada, além de dispendiosa. O importante é realizar a limpeza de maneira correta, utilizando-se EPI adequado e após, seguir com o procedimento de esterilização ou desinfecção. O procedimento de limpeza consiste na remoção manual da sujidade por meio de ação física aplicada à superfície do material, utilizando detergente, escova e/ou esponja e água. Essa etapa é de extrema importância para se reduzir a quantidade de material biológico e permitir a ação do processo de esterilização. Um ótimo produto para melhorar a qualidade da limpeza e preservar o instrumental cirúrgico é o detergente enzimático, produzido por várias empresas, em diversas marcas. Ele atua em proteínas e gorduras que se depositam e aderem aos materiais, facilitando a limpeza.

As máscaras de nebulização podem receber desinfecção, após a limpeza com água e sabão, usando tanto o glutaraldeído quanto o hipoclorito de sódio, dependendo das rotinas do seu serviço

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Ainda é permitido o uso de panela de pressão para esterilização de instrumental médico/odontológico? Já está liberado o uso de ultra-violeta para esterilização ?

Não temos nenhuma norma indicando a esterilização pelos dois métodos citados, pois não temos como validar os processos. A maneira mais prática de esterilizar ainda é a autoclave a vapor

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Qual o parecer sobre o uso do Germekil para esterilização de materiais entre as cirurgias? É preconizado o álcool 70% pelo Ministério da Saúde? Existe outro produto para o mesmo fim?

Os produtos que podem ser utilizados nos estabelecimentos de saúde são os que constam na Portaria nº 15/88 e seus anexos, que você poderá encontrar no site da Anvisa na parte de legislação. Os produtos químicos usados para esterilização são os aldeídos e o ácido peracético, entre outros.
Portanto, você precisa conhecer o princípio ativo do produto que está utilizando.
O álcool à 70% é desinfetante e não esterilizante, sendo preconizado e registrado no MS para essa função.

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Gostaria de saber se existe alguma Lei e ou Portaria que regulamenta o uso de autoclaves em processos de esterilização e se algo proíbe o uso de estufas.

A escolha do procedimento deverá estar condicionada ao potencial de contaminação dos artigos, tipo de material e dos riscos inerentes de infecções hospitalares. A autoclave está indicada para esterilização de todos os artigos críticos termorresistentes, já a estufa é recomendada somente para esterilização de óleos, pós e caixas de instrumental (Manual de Processamento de Artigos e Superficies em Estabelecimentos de Saude/MS, 2º edição, 1994)

Sugiro que consulte a Portaria nº 2.616/MS/GM, de 12 de maio de 1998 e a Portaria nº 15, de 23 de agosto de 1988 .

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Como fica a validação do processo de esterilização pela estufa? Qual a freqüência recomendada para os testes de validação em estufa e autoclaves na rede pública?

Sobre suas perguntas, informamos que o processo de validação para estufa necessita de termopares colocados dentro da estufa e ao mesmo tempo a comparação com a temperatura do indicador de temperatura externo. Como é um processo complicado e custoso, não indicamos mais este processo. Referente ao processo de validação dos produtos esterilizados, isto tem que ser acompanhado e desenvolvido na instituição por causa dos processos envolvendo todo o sistema. Varia de instituição para instituição.

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Gostaria de ter subsídios para diante da coordenação administrativa requerer a substituição do papel Kraft. Não encontrei nenhum documento da Vigilância Sanitária que proibisse o uso desse material. Existe alguma norma que contra-indique o seu uso?

Infelizmente não podemos lhe ajudar, pois não há nenhuma Portaria ou Legislação que veta o uso de papel Kraft como invólucro durante a esterilização. Sabemos das desvantagens do seu uso, mas não podemos proibi-lo de ser utilizado.

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Gostaríamos de saber quais as recomendações atuais sobre embalagens de tecido para bandejas cirúrgicas. A dúvida está na utilização de campo duplo ou campo simples nos referidos pacotes.

Se for em relação às embalagens de não-tecido para as bandejas, estas são de uso único, sendo utilizadas e desprezadas. Se o campo for de tecido ou não-tecido tem que ser campo duplo.

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Qual o método ideal para esterilizar a vaselina líquida?

Óleos você esteriliza em estufa. No entanto, gostaria de orientá-la a adquirir esse produto já esterilizado, pois é disponível no mercado.

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Gostaria de saber da obrigatoriedade do uso de integradores químicos em todos os pacotes que passam pelo processo de esterilização. A fita, que é um indicador químico, é o suficiente ou o uso do integrador conjuntamente é o ideal? O uso dos indicadores biológicos uma vez por semana e após a manutenção também é suficiente?

Conforme as recomendações práticas para processos de esterilização em estabelecimentos de saúde de 2000, os indicadores podem ser divididos em: químicos e biológicos. Os integradores são indicadores químicos e verifica o processo de esterilização a vapor (temperatura, tempo, qualidade do vapor) e são praticamente recomendados uma unidade em cada pacote, principalmente no local de maior dificuldade de penetração do vapor.
Prática recomendada para uso dos indicadores biológicos: primeira, segunda ou terceira geração

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Os instrumentais cirúrgicos, principalmente os de ortopedia, lavados no expurgo com detergente enzimático, máquina ultrasônica ou desinfetadora, permanecem com odor de sangue após a lavagem. Como estão aparentemente limpos, gostaria de saber como proceder neste caso e se permanecem contaminados.

Os instrumentais principalmente os da ortopedia e da cirurgia plástica, são mais difíceis de serem lavados, devido à quantidade de gordura e fragmentos ósseos nesses instrumentais. Se ainda permanece o odor de sangue nos artigos, mesmo que aparentemente estejam limpos, o correto é passar por todo processo de limpeza novamente e reavaliar os artigos

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Solicito informação sobre cremalheira observando que os instrumentais estavam quebrando com muita freqüência. Por esse motivo, passei a montar as caixas fechando as pinças na primeira cremalheira, com isso obtive bons resultados. Isso é correto?

Pelo que entendi os seus resultados foram eficazes para evitar o rompimento deste material, mas quando se avalia a esterilidade destas pinças, estas têm que serem processadas, isso é esterilizadas abertas, pois se tiver algum resíduo nessas pinças e elas forem esterilizadas fechadas, o vapor não irá penetrar e a esterilização será ineficaz.

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Preciso encontrar literatura sobre a esterilização com papel Kraft. Aonde posso encontrar?

O Papel Kraft ainda é citado como invólucro, mais já caiu em desuso devido a sua irregularidade e presença freqüente de amido, corantes e outros produtos tóxicos. Este papel não foi elaborado como invólucro para artigos hospitalares.

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Gostaria de saber se existe alguma Portaria, Resolução ou Consulta Pública que proibiria a esterilização por Óxido de Etileno frascos de soro fisiológico, frascos de vaselina líquida, tubos de anestésico gengival de uso odontológico, frascos de vidro/ polietileno vazios para serem envasilhados posteriormente.

Quanto aos medicamentos é necessário verificar o resíduo que fica. Nos anestésicos gengival não é indicado justamente pelo resíduo do ETO que fica no anestésico.

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Gostaria de uma informação a respeito de campo de algodão cru, pois sabemos que o campo de fechamento tem que ser de algodão cru duplo.

A Associação Brasileria de Normas Técnicas (ABNT), possui duas normas sobre a utilização de campo duplo para embalagens:

NBR 13546 (ABNT), o campo duplo tem a finalidade de proteger e acondicionar materiais

NBR 14028 (ABNT) - confecção de campo duplo

Se caso você se interessar em adquirir essas normas você pode entrar no site da ABNT e conseguir as informações que necessita

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Gostaria de saber se vocês recomendam a esterilização pelo glutaraldeído?

O Glutaraldeído é um esterilizante e desinfetante de alto nível recomendado pela Portaria nº 15, de 23 de agosto de 1988 e pelo Manual de Processamento de Artigos e Superfícies em Estabelecimentos de Saúde. É claro que, para toda esterilização, a preferência é pelos métodos físicos e a autoclave a vapor é a mais usada em nosso meio. Se você tiver algum material sensível ao calor e não tiver outro meio físico alternativo, poderá usar o glutaraldeído. Muita atenção quanto ao local que é manipulado, pois precisa ser bem arejado devido sua toxicidade. Os profissionais que trabalham com esse produto devem usar luvas e máscara para gases. Cuidado com o período de validade, pois temos glutaraldeído de 14 e de 28 dias mas, em qualquer um dos casos, temos que avaliar a concentração do produto freqüentemente e, na grande maioria das vezes, temos de desprezá-los antes do prazo estipulado

Gostaria que você entrasse em contato com o Programa de Controle de Infecção/ Vigilância Sanitária do seu Estado para verificar a existência dos protocolos que você precisa, pois, eles é quem vão dar as devidas orientações e posterior inspeção.


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