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Controle de infecções hospitalares

Controle de infecções hospitalares

  1. O Programa Nacional de Controle de Infecção Hospitalar passou a ser responsabilidade da Anvisa em 99, com a criação da Agência. O nome foi mantido? Atualmente é responsabilidade da Gerência de Investigação e Prevenção das Infecções e dos Eventos Adversos (GIPEA)?

Atualmente, o Programa Nacional de Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde é de responsabilidade da Gerência de Vigilância e Monitoramento em Serviços de Saúde (GVIMS) da Gerência Geral de Tecnologia em Serviços de Saúde (GGTES) da Anvisa.

 

  1. O número de infecções hospitalares, e das outras infecções também, pode ser reduzido em grande escala se a atitude de lavar as mãos virar um hábito. O método mais adequado para o profissional de saúde é o da higienização com preparações alcoólicas a 70% com 1-3% de glicerina? Ou nem sempre é eficaz, podendo ser utilizada a higienização simples, com água e sabão?

 

Orientamos a utilização das preparações alcoólicas para higienização das mãos sob as formas gel, espuma e outras: preparações contendo álcool, na concentração final mínima de 70% com atividade antibacteriana comprovada. Recomenda-se que contenha emolientes em sua formulação para evitar o ressecamento da pele.

 

A fricção antisséptica das mãos com preparação alcoólica não substitui a

higienização simples das mãos com água e sabonete, na presença de sujidade visível nas mãos (mãos que mostram sujidade visível ou que estejam visivelmente contaminadas por sangue, fluidos ou excreções corporais).

 

  1. A lavagem das mãos realmente é a ação mais importante para prevenir o problema?

O método mais barato e eficaz para a prevenção e o controle das infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) é a higiene das mãos.

 

  1. De acordo com a Portaria 2616/98, devem ser empregadas medidas e recursos que incorporem a prática da lavagem das mãos em todos os níveis da assistência hospitalar. É difícil construir essa cultura, principalmente com quem não lida diretamente com pacientes mas que ainda assim pode ser fonte de transmissão de bactérias? Isso é o que se chama de transmissão cruzada?

A transmissão cruzada de infecções pode ocorrer principalmente pelas mãos dos profissionais de saúde ou por artigos/equipamentos recentemente contaminados pelo paciente, principalmente pelo contato com sangue, secreções ou excreções.

 

  1. Em geral, a infecção hospitalar é diagnosticada em até 48 horas após a internação? Ainda é uma das principais causas de mortalidade?

A GVIMS/GGTES/Anvisa monitora indicadores nacionais de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) em serviços de saúde que tenham leitos de Unidade de Terapia Intensiva e não a mortalidade relacionada a essas infecções. Porém, estudos internacionais afirmam que as infecções são responsáveis por grande número de mortes em todo o mundo.

Dados sobre mortalidade relacionada à IRAS podem ser obtidos pelos profissionais do Ministério da Saúde que analisam dados do (SIM) Sistema de Informação sobre Mortalidade da SVS/MS.

  1. As infecções não estão relacionadas somente com as condições dos hospitais, mas também recebem influência das características do paciente. Então é recomendado analisar a população atendida e não apenas o indivíduo? Nem sempre é adequado comparar as taxas de infecção entre as unidades hospitalares de regiões diferentes?

A comparação de dados sobre infecção entre instituições é desaconselhada, devido às diferentes características dos serviços de saúde e da população atendida.

O importante é que o serviço de saúde conheça seus indicadores de infecção e faça comparação de dados com a sua própria série  histórica.

 

  1. A Anvisa recomenda que os procedimentos de prevenção das infecções sejam padronizados por escrito. Essa prática respalda legalmente as instituições, porém não engessa as condutas dos profissionais?

O objetivo de manter os procedimentos escritos e disponíveis à equipe é favorecer a disseminação das informações e padronizar as práticas para a prevenção e o controle das IRAS dentro do serviço de saúde.

Desta forma, esses procedimentos devem estar sempre atualizados e devem ser amplamente divulgados para toda a equipe assistencial.

 

  1. A Portaria 485/2005 é a que vale quando o assunto é segurança e saúde no trabalho em estabelecimentos de saúde?

Essa Portaria que regulamenta a NR 32 do Ministério do Trabalho e  Emprego ainda está vigente.

Assessoria de Imprensa