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Medicamentos falsificados

Medicamentos falsificados

 

1- Quais são os remédios mais falsificados?

 

Resposta: A categoria de medicamentos que encabeça os casos de falsificação é a de medicamentos para disfunção erétil, da qual o Viagra e o Cialis são exemplos. Em seguida vêm os medicamentos de alto valor agregado (como os medicamentos para câncer, os chamados antineoplásicos)


2- Onde eles são fabricados e comercializados?

 

Respostas: Estes medicamentos podem tanto ser fabricados no Brasil como vir de países que fazem fronteira com o Brasil. Mais informações podem ser obtidas com fontes como a Polícia Federal.


3- Quantas pessoas morrem por ano em consequência disto?

 

Resposta: É impossível quantificar o número de óbitos em função do uso de medicamentos falsificados, principalmente porque o uso de um medicamento falsificado pode simplesmente não causar nenhuma reação no indivíduo (pode ser apenas água adicionada de corante), pode causar um agravamento do estado de saúde da pessoa pela falta do princípio ativo ou ainda causar problemas pela presença de substâncias desconhecidas adicionadas pelo fabricante clandestino. Mas para se chegar a um óbito, seria necessário que o paciente usasse o medicamento falsificado por tempo prolongado e não percebesse nenhuma alteração em sua eficiência, aspecto, efeitos colaterais etc. Felizmente, isso quase nunca acontece, porque rapidamente os medicamentos falsificados acusam, no organismo da pessoa, que algo está errado ou  a falsificação é rapidamente detectada e todos os lotes são recolhidos.


4- O que é feito com medicamentos falsificados apreendidos?

 

Resposta: Quando é detectada uma falsificação, os lotes são apreendidos e inutilizados. A quantidade de unidades (caixas) apreendidas só os próprios laboratórios fabricantes podem informar.


5- Existem investigações sobre as quadrilhas que falsificam estes remédios? Qual a pena prevista para este tipo de crime?

 

Respostas: As investigações geralmente são fruto de parcerias entre os laboratórios fabricantes, a Vigilância dos estados, a  Anvisa e as Polícias Civil e  Federal. Falsificação de medicamentos é crime hediondo conforme o artigo 273 do Código Penal com penas previstas no Código. As penalidades sanitárias vão de multas (entre R$2 mil reais e R$1,5 milhão) até o cancelamento da licença e da autorização de funcionamento de estabelecimentos (isso para o caso de farmácias e drogarias que supostamente estejam comercializando este medicamentos)

 

6- A Anvisa tem alguma prevenção para que esses remédios não cheguem aos consumidores?

 

Resposta: Além das ações investigativas, a Agência procura disseminar entre o público, por meio de eventos e da própria mídia, orientações e dicas para se prevenir da compra de um medicamento falso. O consumidor nunca deve, por exemplo, comprar medicamentos em estabelecimentos não-credenciados, como bares, feiras e similares. É preciso também que o consumidor se atente à faixa de tinta reativa. Reativa ao ar e ao metal, a chamada “raspadinha”, uma espécie de selo na embalagem do medicamento que deve ser raspado pelo usuário com um objeto de metal, ainda não conseguiu ser falsificada. Uma parceria entre a Anvisa e a Casa da Moeda pretende criar um dispositivo nos moldes da raspadinha a ser usado por todos os laboratórios. Este dispositivo, ainda em formatação, dará também ao medicamento, além da segurança, um caráter de rastreabilidade.

 

7- Os remédios genéricos são confiáveis? ou são mais suscetíveis a essas fraudes? Por que as pessoas muitas vezes confundem remédios falsificados com genéricos? Quais as diferenças entre os genéricos e os falsificados?

 

Resposta: Não há como o medicamento genérico ser confundido com um medicamento falsificado. O genérico, ou o correspondente ao medicamento de referência, é registrado e tem de passar obrigatoriamente por testes de qualidade, segurança e eficácia.   O medicamento falsificado não possui registro, é clandestino e obviamente não há como assegurar sua qualidade, segurança e eficácia.

 

8- Como os consumidores podem identificar os remédios falsificados?

Resposta: Como já foi dito em resposta à questão 6, um dos modos de identificar a falsificação é sempre estar atento à chamada “raspadinha”. O consumidor também deve observar se a embalagem contém o número do SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor), e se ele de fato funciona, além do aspecto do medicamento, da cor e formatação da embalagem. Uma boa dica é comparar a embalagem sobre a qual se tem suspeita com uma outra embalagem (de lote diferente) do mesmo medicamento. 

9 - Quais são as características de cada uma das categorias de medicamentos falsificados?

Resposta: Medicamento Falsificadoé um produto que simula cópia de outro original, medicamento Contrabandeado é aquele produto  importados que não possuem registro no Brasil e não foi autorizada a sua entrada. Já os medicamentos sem registro  são produtos sem o devido registro pela autoridade reguladora e os medicamentos impróprios são aqueles vencidos ou  que não tiveram suas condições obrigatórias de acondicionamento e transporte respeitadas conforme indicado na bula.

10 - Em que locais esse tipo de medicamento irregular costuma ser vendido? Eles chegam às farmácias ou são vendidos apenas em locais informais?

Resposta: Os medicamentos em condições citadas na pergunta acima já foram localizados em farmácias, drogarias, postos de medicamentos, postos de combustíveis, lanchonetes, em vias interestaduais e municipais, residências entre outros.

11- Como a população pode se proteger contra o risco de comprar um remédio irregular? Como as pessoas podem identificar as irregularidades? Uma vez identificado um medicamento falsificado, como proceder para denunciar a situação?

Resposta: Evitando a automedicação.  Adquirindo produtos  em locais autorizados pela Autoridade Sanitária. E, no momento da aquisição, havendo dúvida consultar o farmacêutico responsável pela Farmácia/Drogaria. Desconfiar de preços muito abaixo da média praticada no mercado. São algumas formas de se proteger.

Caso seja identificada qualquer das irregularidades em medicamentos ou produtos submetidos à ViSA, seja,  falsificação, contrabando, sem registro ou  impróprio, , o usuário pode denunciar pelos canais de comunicação com a Anvisa (anvis@tende e 08006429782), as vigilâncias sanitárias locais, ao Ministério Público local  e ou , ainda, a polícia do estado.  

12 -  Quais são os riscos para a população do consumo de um medicamento falsificado ou irregular?

Resposta: O risco pode ser do medicamento não fazer efeito,  prejudicando assim o tratamento, e em casos mais greves pode levar o paciente ao óbito. 

 

Assessoria de Impresa da Anvisa