Programa Nacional para Prevenção e Controle dos Distúrbios por Deficiência de Iodo


O Pró-Iodo é um Programa coordenado pelo Ministério da Saúde, em parceria com outros órgãos e entidades, destinado a promover a eliminação virtual sustentável dos DDI.
 

LINHAS DE AÇÃO DO PRÓ-IODO

O Pró-Iodo apresenta as seguintes linhas de ação:

I - monitoramento do teor de iodo do sal para consumo humano;

II - monitoramento do impacto da iodação do sal na saúde da população;

III - atualização dos parâmetros legais dos teores de iodo do sal destinado ao consumo humano; e

IV - implementação contínua de estratégias de informação, educação, comunicação e mobilização social.

Sob a responsabilidade da Anvisa estão as ações de Monitoramento do teor de iodo do sal, o Programa de Inspeção em Indústrias Beneficiadoras de sal e a informação à população.


JUSTIFICATIVA

Os DDI são fenômenos naturais e permanentes, que estão amplamente distribuídos em várias regiões do mundo. Populações que vivem em áreas deficientes em iodo sempre terão o risco de apresentar os distúrbios causados por esta deficiência, cujo impacto sobre os níveis de desenvolvimento humano, social e econômico são muito graves. A deficiência de iodo pode causar cretinismo em crianças (retardo mental grave e irreversível), surdo-mudez, anomalias congênitas, bem como a manifestação clínica mais visível bócio (hipertrofia da glândula tireóide). Além disso, a má nutrição de iodo está relacionada com altas taxas de natimortos e nascimento de crianças com baixo peso, problemas no período gestacional, e aumento do risco de abortos e mortalidade materna.

Associada a esses problemas, a deficiência de iodo contribui para o aumento do gasto com atendimento em saúde e em educação, uma vez que incrementa as taxas de repetência e evasão escolar, e ainda proporciona a redução da capacidade para o trabalho. Portanto, direta ou indiretamente acarreta prejuízos sócio-econômicos ao país. Conseqüentemente, as estratégias dirigidas a controlar a deficiência de iodo, devem ser permanentes e fundamentalmente preventivas, especialmente quando se destinam às gestantes, nutrizes e crianças menores de dois anos de idade.

Reconhecendo a importância da prevenção dos DDI, a Assembléia Mundial de Saúde adotou em 1991 a meta de eliminação da deficiência de iodo como problema de saúde pública até o ano 2000. Em 1990, líderes dos vários países firmaram a meta na World Summit for Children, sendo posteriormente reafirmado na Conferência Internacional de Nutrição em 1992.

Em 1993, a OMS e o Unicef recomendaram a iodação universal do sal como estratégia para alcance da eliminação dos DDI, isto porque a iodação adequada deste produto para consumo humano é a estratégia mais efetiva, de menor custo e de mais fácil implementação em quase todos os países.

No Brasil, o Ministério da Saúde preconiza a iodação do sal, assegurando as condições legais, administrativas e operacionais para a aplicação sistemática da medida, em parceria com a ANVISA e com o setor produtivo salineiro.

Desde o estabelecimento da obrigatoriedade de adição de iodo no sal na década de 50, o Ministério da Saúde realizou quatro pesquisas para avaliar o impacto desta intervenção no Brasil, sendo por meio destas registradas uma significativa redução nas prevalências de bócio (20,7% em 1955, 14,1% em 1974, 1,3% em 1984 e 1,4% em 2000).

No entanto, ressalta-se que apesar deste considerável avanço do controle dos DDI no Brasil, ainda há a necessidade de aperfeiçoamento das ações de prevenção e controle, uma vez que o constante monitoramento da deficiência de iodo constitui peça fundamental para evitar a reincidência deste problema.

Em nível mundial, o continente americano é o que tem alcançado maiores avanços no controle da deficiência de iodo, porém existem casos de retrocesso em alguns países, pela falta de sustentabilidade dos programas.

Por este motivo, o Ministério da Saúde e a ANVISA, em parceria com os demais membros da CIPCDDI têm trabalhado no sentido de aperfeiçoar a execução de ações estabelecidas pelo Programa Nacional de Controle dos Distúrbios por Deficiência de Iodo, desencadeando um processo de revisão de seu arcabouço técnico, operacional e legal.

A sistematização dos aspectos técnicos e operacionais deste Programa, que passou a ser denominado de Programa Nacional para Prevenção e Controle dos Distúrbios por Deficiência de Iodo (Pró-Iodo) está descrita no Manual Técnico Operacional do Pró-Iodo.

 

ADEQUAÇÃO DA FAIXA DE IODO NO SAL

A iodação do sal é uma medida adotada mundialmente para prevenir Distúrbios por Deficiência de Iodo (DDI). Dentre as principais doenças relacionadas à falta de ingestão do iodo estão: retardo mental grave e irreversível e surdo-mudez em crianças, anomalias congênitas e bócio.

As necessidades diárias de iodo variam, em média, de 90 microgramas (mcg) para crianças de 0 a 59 meses, a 150 mcg para crianças a partir de 12 anos e adultos. Entre gestantes, as necessidades são mais altas e chegam a 250 mcg por dia.

A OMS recomenda ainda que países com média de consumo de sal em torno de 10g/dia devem estabelecer uma faixa de iodação de 20 a 40ppm.  Esta recomendação deve ser ajustada com base nos dados de ingestão do sal e na média de concentração de iodo urinário encontrados em cada país. Atualmente, o sal comercializado no Brasil deve possuir entre 15 e 45 mg de iodo a cada quilo de produto, conforme estabelece a Resolução RDC nº 23,  de 24 de abril de 2013.

No Brasil, a última Pesquisa de Orçamentos Domiciliares do Ministério da Saúde, de 2008-2009, apontou que o consumo médio de sal pela população brasileira, com mais de 10 anos de idade, está em torno de  8,2g/pessoa/dia. Esta ingestão de sal associada ao sal proveniente de alimentos processados e dos alimentos consumidos fora de casa contribuem para um aumento do consumo de sal na nossa população.


Tireoidite de Hashimoto

De acordo com a OMS, a tireoidite de Hashimoto pode ocorrer quando as pessoas estão expostas ao consumo excessivo de iodo durante cinco a dez anos. A Organização alerta, ainda, que a ingestão de mais de 300 microgramas (mcg) de iodo por dia pode ocasionar doenças auto-imunes da tireóide.

A tireoidite de Hashimoto é uma doença auto-imune caracterizada pela inflamação da tireóide, causada por um erro no sistema imunológico. Dentre os principais sintomas da doença estão fadiga crônica, cansaço fácil e ganho de peso.

Reconhecendo a importância de atender as recomendações da OMS, a Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição (CGAN/MS) reuniu todos os membros da Comissão Interinstitucional para Prevenção e Controle dos Distúrbios por Deficiência de Iodo em março de 2011. Nessa ocasião, representantes do Ministério da Saúde, da Anvisa, do Ministério da Educação, da indústria salineira e da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) acordaram a revisão da norma atual que contempla a faixa de iodação do sal, com alteração da faixa atual de 20 a 60ppm para a faixa de 15 a 45ppm.

A proposta de alteração foi disponibilizada para contribuições por meio da Consulta Pública no35, no dia 07 de agosto de 2011, permanecendo aberta por 60 dias. As contribuições foram avaliadas e consolidadas no Relatório de análise de contribuições


MONITORAMENTO DO TEOR DE IODO DO SAL PARA CONSUMO HUMANO

Os resultados do monitoramento do teor de iodo no sal demonstram que o sal comercializado no país atende aos limites da legislação vigente.

Veja abaixo os relatórios do programa:

 

- Relatório do Pró Iodo 2014

- Relatório do Pró Iodo ano 2013

Informe do Pró Iodo ano 2012

Relatório do Pró Iodo ano 2011

- Relatório do Pró Iodo ano 2010

- Relatório do Pró Iodo ano 2009 

PARA CONHECER MAIS SOBRE O PRÓ-IODO CONSULTE AS PÁGINAS E PUBLICAÇÕES QUE TRATAM SOBRE O PROGRAMA: 


Programa nacional garante qualidade do sal consumido no País 

Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição – CGAN: Deficiência de Iodo

Boletim Carências Nutricionais - Distúrbios por Deficiência de Iodo – DDI
Perguntas Frequentes: Sal

Boletim Informativo da Anvisa: Controle da adição de iodo no sal reduz casos de bócio
Sal iodado: Proteja a saúde de seus consumidores com sal iodado de qualidade