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Luteína e Zeaxantina

 

O que são luteína e zeaxantina?

 

 

A luteína e zeaxantina são substâncias responsáveis pela cor de peixes, aves, flores e alimentos. Estas substâncias são denominadas de xantofilas por possuírem ligações duplas conjugadas, partes da molécula são responsáveis pela absorção de luz na região do visível, o que confere a cor aos alimentos que as possuem.

 

 

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Onde a luteína e a zeaxantina podem ser encontradas?

 

 

São encontradas predominantemente nos vegetais amarelos, alaranjados, vermelhos e verdes; tais como nectarina, laranja, mamão, pêssego, brócolis, couve de bruxelas, repolho, couve-flor, ervilha, milho, rúcula, dentre outros.

 

 

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Os conteúdos ou os teores de luteína e zeaxantina variam?

 

 

Sim, existe variabilidade nos níveis da luteína e zeaxantina nos alimentos, tendo em vista que a quantidade destas substâncias nos vegetais varia em função da época de colheita e maturação do vegetal, local de plantio, clima, estocagem, transporte, variedade da espécie vegetal e da técnica analítica empregada na quantificação destes teores nos alimentos. A forma de obtenção e o processamento industrial do produto também podem influenciar nos teores finais de luteína e zeaxantina presentes.

 

 

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Quais são os efeitos da luteína e zeaxantina no nosso organismo?

 

 

Não há evidências científicas suficientes que comprovem a eficácia da luteína e zeaxantina na redução da degeneração macular. Além disso, não há consenso sobre quantidade, período de utilização, condição de saúde do indivíduo, restrições a grupos populacionais específicos, bem como efeitos a longo prazo.

 

 

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O que é degeneração macular?

 

 

A degeneração macular é uma patologia relacionada com a idade avançada, por isso, comumente denominada de Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI).

 

 

Trata-se de distúrbio metabólico relacionado a um acúmulo de material anormal proveniente de resíduos oculares, o que prejudica a visão. Alguns pesquisadores relacionam, principalmente, a ocorrência da DMRI ao fator genético e à idade. No entanto, outros fatores podem estar envolvidos, como: sexo feminino, íris escura, hipermetropia, exposição à luz (solar ou ambiente), desequilíbrios nutricionais, tabagismo, dentre outros.

 

 

A maioria dos pacientes começa a mostrar sintomas a partir dos 50 anos de idade e é a principal causa de cegueira entre as pessoas com mais de 60 anos, no Brasil.

 

 

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Existe atualmente produto com luteína e zeaxantina aprovado no Brasil como medicamento?

 

 

Não. Atualmente, um produto está sendo avaliado pela área de Medicamentos Novos, Pesquisas e Ensaios Clínicos desta Agência quanto à segurança e eficácia.

 

 

Mais informações: medicamentos@anvisa.gov.br

 

 

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Como ficam os alimentos que naturalmente contêm luteína e zeaxantina? As empresas podem alegar alguma propriedade em relação a este conteúdo que é intrínseco?

 

 

Os alimentos, que naturalmente contêm luteína e zeaxantina, podem ser objeto de análise pela área de alimentos da Anvisa. Neste caso serão avaliados com base na legislação vigente, ou seja, para ser considerado um alimento o produto não deve apresentar alegações medicamentosas e ou terapêuticas que façam alusão à prevenção, tratamento e cura de doenças.

 

 

As alegações de propriedade de saúde, que façam alusão à redução da degeneração macular, não são permitidas considerando que não há comprovação científica deste efeito.

 

 

Portanto, até o momento não foram aprovadas alegações de propriedades funcional e ou de saúde para produtos que contenham naturalmente ou adicionados de luteína, zeaxantina. Informamos que para as empresas interessadas em veicular na rotulagem de seus produtos outras alegações de propriedade funcional e ou de saúde para a luteína e ou zeaxantina, estas devem apresentar documentação científica, diretamente à Gerência-Geral de Alimentos, conforme disposto no >Regulamento Técnico que Estabelece as Diretrizes Básicas para Análise e Comprovação das Propriedades Funcionais e ou de Saúde Alegadas em Rotulagem dos Alimentos.

 

 

Mais informações: alimentos@anvisa.gov.br

 

 

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O suplemento alimentar à base de luteína e zeaxantina é regulamentado no Brasil?

 

 

Não. A legislação brasileira de alimentos não permite as designações: "suplemento alimentar", "suplemento nutricional", "complemento alimentar", "complemento nutricional".