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Inseminação artificial: o que você precisa saber

Reprodução assistida

Inseminação artificial: o que você precisa saber

Número de embriões congelados para reprodução assistida no Brasil dobrou no período de 2012 a 2016. Pacientes devem checar se clínica está legalizada.
Por: Ascom/Anvisa
Publicado: 08/05/2017 10:43
Última Modificação: 17/05/2017 14:16

Somente no ano passado, 66.597 embriões foram congelados no Brasil nos Bancos de Células e Tecidos Germinativos - BCTGs, mais conhecidos como clínicas de Reprodução Humana Assistida. O número reflete a busca dos brasileiros por ajuda médica na hora em que desejam ter filhos. A quantidade de embriões congelados em 2016 é o dobro do registrado em 2012, quando as clínicas relataram o congelamento de pouco mais de 30 mil embriões. Os números estão no 10º Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio), publicado pela Anvisa. 

A reprodução assistida começa com a estimulação ovariana da mulher, por meio de hormônios, para a produção de óvulos (oócitos). Após essa etapa, o espermatozoide do seu parceiro ou de um doador anônimo é inseminado no óvulo. Quando esse procedimento tem sucesso é gerado um embrião  que pode ser transferido para o útero. 

O relatório da Anvisa mostra que, em 2016, foram realizados 33.790 procedimentos de estímulo para a produção de óvulos por mulheres que querem passar por esse tipo de procedimento. Mas o número de pacientes é menor, já que uma mulher pode passar por mais de um ciclo quando a gravidez não tem sucesso. 

No mesmo período, 67.292 embriões foram transferidos para dar início a uma gravidez e outros 55.381 foram descartados por serem inviáveis devido a problemas de desenvolvimento. 

Inseminação artificial tem risco? 

Os dados do relatório mostram que os indicadores no Brasil têm se mantido estáveis e com padrões de qualidade comparáveis aos dados obtidos em outros países. Esses indicadores são utilizados pela Anvisa e pelas vigilâncias sanitárias de estados e municípios para direcionar ações¿de inspeção sanitária nos bancos. 

Uma das maiores preocupações em relação às clínicas de reprodução assistida é garantir a rastreabilidade de todo o processo, desde a retirada do óvulo até a implantação do embriões no útero da paciente. Esse controle é fundamental para se evitar a troca de embriões. 

O risco de transmissão de doenças é pequeno, mas pode ocorrer principalmente se a clínica não fizer uma avaliação correta dos doadores de espermatozoides. Outro risco é a contaminação cruzada que pode ocorrer quando o material biológico de uma paciente entra em contado com outro material, de forma indevida. 

O que faço para me proteger? 

A primeira providência  é verificar se a clínica está no relatório da Anvisa e se ela enviou os dados em 2016. Se a clínica que você procurou não informou dados em 2016 fique atento, isso significa que o serviço pode ter algum problema de organização interna e não conseguiu enviar os dados pelo sistema. O relatório traz dados atualizados até 10 de fevereiro deste ano. 

Atenção! Se o nome da clínica que você procura não aparece na lista do relatório, procure a Vigilância Sanitária local para saber se o estabelecimento está em processo de regularização, você pode estar diante de uma clínica clandestina.

Entenda os números da reprodução assistida 

O relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões é um documento de referência para a fiscalização das vigilâncias sanitárias, mas que também pode auxiliar as pessoas que vão passar por esse tipo de procedimento. 

O principal número utilizado para analisar a qualidade dos serviços é a Taxa de Fertilização que indica o percentual de vezes em que a inseminação do espermatozoide no óvulo deu certo. No Brasil, a média da Taxa de Fertilização em 2016 ficou em 73%. Mesmo assim, o número não deve ser utilizado de forma isolada para comparação entre as clínicas, pois essa taxa também depende do perfil das pacientes e do número de ciclos realizados pelo serviço. 

Inseminação artificial no Brasil em 2016 

  • Brasil tem 160 serviços de reprodução assistida cadastrados. Desses, 141 mandaram informações sobre sua produção em 2016. 

  • São Paulo é o estado com maior número de serviços (43), seguido por Minas Gerais (19), Paraná (14) e Rio de Janeiro (12). 

  • 33.790 ciclos para produção de óvulos foram realizados. 

  • 67.292 embriões foram transferidos para o útero das pacientes. 

  • 55.381 embriões foram descartados. 

  • 83 embriões foram doados para pesquisa de células-tronco. 

  • 9 é a média de óvulos gerados por cada mulher que se submeteu ao procedimento no Brasil. 

 

Acesse o Relatório do Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio)

Saiba mais assistindo ao vídeo abaixo.

 

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