Anvisa divulga relatório dos bancos de cordão umbilical

Sangue

Anvisa divulga relatório dos bancos de cordão umbilical

A Anvisa publica o 7° Relatório de Avaliação dos Dados de Produção dos Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário, com os dados coletados em 2016.
Por: Ascom/Anvisa
Publicado: 14/09/2017 15:52
Última Modificação: 21/09/2017 13:49

O relatório da Anvisa sobre os bancos de sangue do cordão umbilical e placentário traz o panorama dos 32 bancos de sangue de cordão umbilical, 13 públicos e 19 privados, em funcionamento no país e expõe os dados de produção referentes às atividades dos serviços, organizados na forma de indicadores de qualidade.

No Brasil existem dois tipos de bancos de sangue de cordão umbilical e placentário: os serviços da rede pública BrasilCord, chamados de BSCUP, e os Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário privados para uso Autólogo, denominados BSCUPA.

Em 2016, de acordo com o relatório da Anvisa,  três transplantes foram viabilizados pela rede BrasilCord (BSCUP) e um transplante pelos Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário privados para uso autólogo (BSCUPA). A Rede BrasilCord contribuiu com 103 amostras disponibilizadas para pesquisa e os BSCUPA com sete unidades.

Coleta

Observou-se a tendência de diminuição no número de unidades coletadas e armazenadas pelos bancos privados e públicos nos últimos quatro anos,  de 2013 a 2016. A diminuição das coletas foi de 48% para o setor privado, neste período, e em torno de  30% para o setor público.

Entre 2012 e 2016, o número de unidades coletadas na rede privada passou de 15.941, em 2012, para 8.300,  em 2016. Na comparação entre 2015 e 2016, a redução foi de 23,1%.

Descarte

A Rede BrasilCord fez o maior número de descarte de unidades de sangue de cordão, 1.209 amostras, e o BSCUPA, 686 descartes. E uma das explicações está na política de qualidade dos BSCUP.

Os bancos públicos optam por aumentar o valor mínimo de células determinado pela norma da Anvisa, a RDC 56/2010, para fins de armazenamento, conforme possibilita a legislação sanitária. Alguns bancos públicos desqualificam, por exemplo, as unidades que contêm menos de 750 milhões de células, enquanto a legislação sanitária define que o mínimo para armazenamento deve ser 500 milhões de células.

Os bancos públicos devem desqualificar as unidades com sorologia positiva, enquanto é facultado ao banco privado o armazenamento de unidades para uso autólogo com esta condição – isto porque as famílias contratam o serviço de armazenagem do cordão umbilical pensando no uso futuro apenas para a própria criança.

O principal motivo de desqualificação de unidades de sangue de cordão pelos bancos públicos foi “baixa celularidade pré-armazenamento” (55,0%) seguido de “baixo volume” (33,8%) e “perda ou dano por motivo diverso antes ou após o armazenamento” (8,6%).

Saiba Mais:

Relatório de Avaliação dos Dados de Produção dos Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário - 2016

Cartilha “Conhecendo os Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário. Ajudando os futuros pais a tomar uma decisão consciente”.

Cartilha “Células-Tronco, Terapias Celulares e Bancos de Células – O que é preciso saber”.

 

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