Mural das vigilâncias sanitárias

 

O Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) é um dos principais instrumentos do SUS. Ele é formado, no nível federal, pela Anvisa, no nível estadual, pelos órgãos de vigilância sanitária das secretarias estaduais de saúde e no nível municipal, pelos serviços de vigilância sanitária dos municípios. Para que o Sistema funcione com eficiência e eficácia, é fundamental a atualização constante de estratégias para atuação conjunta entre as três esferas de governo. Assim surgiu este espaço. O Mural das Visas permitirá a divulgação de informações e a troca de experiências pelos componentes do SNVS.

Conheça as experiências abaixo:

O sucesso do Educanvisa em Itaperuna (RJ)

“O resultado do Educanvisa é expresso na mudança de comportamento das crianças.” Quem afirma é Vanessa Almeida, supervisora de ensino da Secretaria Municipal de Educação de Itaperuna, entusiasmada com o projeto que foi acolhido pela cidade fluminense neste ano.

O Educanvisa: Educação em Vigilância Sanitária tem como objetivo capacitar professores e profissionais de educação para atuarem com os profissionais das secretarias de Saúde e de Vigilância Sanitária na promoção do uso adequado de medicamentos e de produtos sujeitos à vigilância sanitária, alertando sobre riscos e cuidados no consumo. Além disso, trata de questões como alimentação e hábitos de vida saudáveis.

Três escolas exclusivas de Educação Infantil participam do projeto em Itaperuna: Escola Municipal Lincoln Barbosa de Castro, Escola Municipal Dr. Auto de Oliveira Pinto e Jardim de Infância Municipal Prof. Maria Madalena Magacho dos Santos. Cerca de 50 professores e 962 crianças de 3 a 5 anos estão envolvidos com as ações. Eles contam com o apoio de três profissionais da vigilância sanitária do município e quatro da secretaria de Educação.

Vanessa conta que é uma satisfação imensa ouvir dos pais e responsáveis pelas crianças que elas passaram a se preocupar com o prazo de validade dos produtos nas idas aos supermercados e que evitam mexer nos medicamentos em casa, bem como consumir alimentos mais nutritivos.

O Educanvisa foi dividido em quatro módulos. O primeiro mês de cada módulo é dedicado à formação dos professores e o segundo, à prática de atividades com os alunos. ‘Saúde e Educação’ foi o tema do módulo de abertura, realizado em fevereiro e março. O segundo módulo tratou de alimentação, hábitos de vida saudáveis e agrotóxicos. Vigilância sanitária foi o assunto da terceira etapa. Neste mês, estão em execução as atividades do módulo ‘Medicamentos e uso racional’.

Os trabalhos do Educanvisa serão expostos para a comunidade de Itaperuna no dia 19 de novembro, durante a tradicional feira de hortifrutigranjeiros que acontece na cidade todo sábado.

Outubro/2016

 

Visa de Queimadas e o lado B da inspeção

Profissional de vigilância sanitária enfrenta situações inusitadas no dia a dia de seu ofício. Quem conta é Neide Silva, coordenadora da Vigilância Sanitária de Queimadas, na Paraíba.

Certa vez, ela não emitiu o parecer técnico de que necessitava um caminhão pipa para oferecer seus serviços. Isso porque havia ferrugem no tanque, tornando-o inadequado ao transporte de água potável.

"Quando eu disse que não emitiríamos o parecer técnico, o pipeiro, transtornado de raiva, entrou no caminhão e deu partida na chave. Eu estava em cima do tanque e tive muito medo de que ele saísse com o veículo e me derrubasse no chão. Felizmente, ele não fez isso", relembra.

Seis dias depois, o pipeiro retornou à Vigilância Sanitária de Queimadas para nova inspeção, mas dessa vez com o tanque do caminhão impecável, e obteve o parecer técnico. "Liberamos o parecer e rimos juntos do ocorrido. Ele entendeu que o nosso objetivo não é prejudicar ninguém e, sim, garantir e promover a saúde da população", comemora a coordenadora.

Setembro/2016

João Pessoa e os Bancos de Células e Tecidos Germinativos

O funcionamento dos Bancos de Células e Tecidos Germinativos (BCTG) é considerado serviço de alta complexidade e exige um trabalho rigoroso por parte dos profissionais de vigilância sanitária.

Cláudia Jurema Furtado, inspetora da Gerência de Vigilância Sanitária de João Pessoa (GVS/JP/PB), relata que muitos casais – fragilizados pela situação e na ânsia de engravidar – não verificam as condições das clínicas, desconhecem os seus direitos e nem mesmo se dão conta dos riscos inerentes aos procedimentos.

Para evitar alguns desses riscos, profissionais da GVS de João Pessoa participaram de vários cursos com o objetivo de entender melhor as práticas e adequar esses serviços às resoluções e às portarias que tratam do tema, com o objetivo de instituir critérios mínimos para o funcionamento dos BCTGs, visando à segurança e à qualidade das células, tecidos germinativos e embriões utilizados.

“Temos verificado os critérios para o bom funcionamento das clínicas que realizam reprodução humana assistida em João Pessoa, incluindo aspectos da estrutura física e procedimentos, conforme estabelece a RDC nº 23, de 27 de maio de 2011, da Anvisa”, explica Cláudia Jurema, que orienta pacientes e doadores a buscar informações antes de realizar qualquer procedimento.

Agosto/2016

Campina Grande prepara o famoso São João


O São João de Campina Grande, na Paraíba, é um dos mais famosos do País. O que pouca gente sabe é que, apesar de receber milhares de turistas durante os 30 dias de festa, não é registrado um único caso de intoxicação alimentar desde 2013.

Isso é resultado da elaboração de um planejamento estratégico anual, da instituição de parcerias e, sobretudo, do trabalho de orientação realizado pela vigilância sanitária do município.

Todos os anos, os manipuladores que vão atuar nas barracas cadastradas pela Secretaria de Turismo passam por uma oficina de capacitação de boas práticas, ofertado pela vigilância de Campina Grande. Eles são divididos em turmas de acordo com o produto a ser comercializado e recebem certificação ao final.

Durante a festa, duas duplas de profissionais da vigilância sanitária realizam inspeções, de modo que cada barraca seja visitada, no mínimo, três vezes nos 30 dias. Além disso, um trabalhador da vigilância permanece em ponto fixo como apoio.

Junho/2016