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Análises de nomes de medicamentos

Área: GGMED

Número: null

Emitido em: 20/02/2018

Resumo:

Conteúdo:

Análises de nomes de medicamentos

 

Em 22 de dezembro de 2017, foi publicada a Orientação de Serviço nº 43, que dispõe sobre o detalhamento da Resolução da Diretoria Colegiada RDC nº 59/14 – relacionada aos critérios para nomes dos medicamentos a serem registrados pela Anvisa – especialmente no que se refere a distinção gráfica e fonética entre os nomes de medicamentos.

Com o objetivo de dar transparência quanto à metodologia de análise das propostas de nomes de medicamentos submetidas à Anvisa, a Gerência Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos (GGMED) elaborou um roteiro de análise, baseado nos critérios das normas vigentes que devem ser observados pelas empresas para escolha dos nomes dos medicamentos cujos registros serão pleiteados.

Neste roteiro, estão demonstrados os requisitos objetivos que devem ser atendidos para que a proposta de nome do medicamento seja aprovada. Estes requisitos estão descritos na RDC 59/14, na lei 6360/76 e nas recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) de proteção do INN (International Nonproprietary Name).

Na RDC 59/14, em seu art. 15, são descritas características que os nomes de medicamentos e seus complementos não podem empregar. Além disso, o art. 8º determina que apenas os nomes de medicamentos isentos de prescrição médica poderão evocar a indicação terapêutica principal aprovada. O artigo 7º, parágrafo único, da mesma resolução prevê que o nome pretendido deve guardar distinção gráfica e fonética em relação às designações de outros medicamentos registrados.

A Lei 6360/76 também veda a adoção de nomes, designações, rótulos ou embalagens que induzam a erro (art. 5º). Além disso, segundo definição presente nessa lei, registro é uma inscrição após despacho concessivo do dirigente do órgão do Ministério da Saúde sob número de ordem, dos produtos de que trata esta Lei, com a indicação do nome, fabricante, da procedência, finalidade e dos outros elementos que os caracterizem (Art. 3º, X). Infere-se assim que o registro é um elemento que individualiza o produto e, portanto, quando no §4º do artigo 21 o legislador cita que o registro do novo pedido do produto poderá ser formulado dois anos após a verificação do fato que causou a perda da validade, o novo pedido deve corresponder tanto em nome quanto, dentre outros, composição, ao produto cujo registro teve a perda de validade. Ademais, entes reguladores de outros países como a Food and Drug Administration no documento “Guidance for Industry -  Best Practices in Developing Proprietary Names for Drugs” recomendam que os nomes de produtos descontinuados não sejam reutilizados para um produto diferente (medicamento ou produto biológico).

Finalmente, conforme as diretrizes que vêm sendo adotadas por orientação da OMS, a qual solicita que não sejam utilizados nomes para medicamentos assemelhados ao International Nonproprietary Name das substâncias, nomes semelhantes à DCB do medicamento não podem ser aceitos. Para esta avaliação, serão considerados reprovados nomes de medicamentos que sejam compostos de 50% ou mais de sílabas(ou letras subsequentes) do nome principal da DCB, justapostas, acrescidos ou não de outras sílabas. Letras distintas com o mesmo fonema, serão consideradas iguais, como por exemplo, I e Y. Este critério também será utilizado para avaliar se o nome tem parte de DCB usualmente associada a um determinado PA quando esse não faz parte da composição do medicamento (inciso II, art. 15, RDC 59/14). Alguns exemplos estão disponíveis no arquivo APRESENTAÇÃO NOMES COMERCIAIS

Sendo assim, as propostas de nomes de medicamentos são avaliadas quanto aos critérios descritos acima e, após atendê-los, são submetidas à análise de colidência ortográfica e fonética com outros nomes de medicamentos já registrados na Anvisa. A avaliação de colidência será feita utilizando o programa POCA (Phonetic and Orthographic Computer Analysis) e serão considerados nomes colidentes quando houver alta similaridade combinada, ou seja, > 70% de colidência ortográfica e fonética.

O programa POCA encontra-se disponível no portal da Anvisa, para que as empresas possam fazer as análises de colidência ortográfica e fonética para as propostas de nomes de medicamentos a serem registrados. Ressalta-se que o banco de dados do POCA é constantemente atualizado de acordo com o banco de nomes de medicamentos cadastrados no sistema da Anvisa. Com isso, a avaliação refletirá os nomes existentes até aquele momento, podendo haver divergência no momento da análise formal pela área técnica. Como o programa está em fase de aprimoramento, as informações referentes a “fonte de dados - drugs at FDA” e “lista de fontes atualizada em: 8/4/2017”, não correspondem à realidade, haja vista que o banco de dados utilizados é da ANVISA e que a base de dados é atualizada diariamente. Desta maneira, a equipe de informática fará as intervenções necessárias. Para maiores esclarecimentos quanto à análise de colidência, verificar arquivo APRESENTAÇÃO NOMES COMERCIAIS.

A partir da publicação da Orientação de Serviço nº 43/17, conforme artigo 6º, detectada colidência ortográfica e fonética com outros nomes de medicamentos já registrados na Anvisa, as empresas poderão avaliar as características intrínsecas dos medicamentos envolvidos, utilizando a matriz de risco disponibilizada pela GGMED. Caso haja colidência ortográfica e fonética sem a implicação de risco quanto ao erro ou confusão na prescrição, na dispensação, na administração e/ou uso do medicamento, conforme critérios determinados na matriz de risco, a proposta poderá ser acatada.

Portanto, ao protocolarem solicitação de registro de medicamento, as empresas deverão enviar propostas de nomes adequadas às legislações vigentes, de acordo com o roteiro de análises disponibilizado, e, caso apresente colidência com outro nome já registrado, enviar a matriz de risco preenchida, indicando a possibilidade de aceitação do mesmo. Para os processos de registro de medicamentos já protocolados e não publicados, a Anvisa fará a avaliação das propostas de nomes enviadas. Caso o único problema seja colidência com nome de medicamento já registrado, será exarada exigência para que a empresa possa avaliar os critérios intrínsecos, de acordo com a matriz de risco disponibilizada, conforme art. 6º da Orientação de Serviço nº 43/17.  

Roteiro de análise de nomes de medicamentos

Apresentação nomes comerciais

Matriz de Risco Nomes de medicamentos: 

Instruções de preenchimento da Matriz de Risco