Conceitos e definições:

São os bancos mantidos pelo poder público, integrantes da Rede BrasilCord, responsáveis por todo o processo desde a triagem, coleta, testagem, processamento, armazenamento e liberação do sangue de cordão umbilical e placentário. O sangue armazenado nestes bancos é proveniente de doações, e poderá ser utilizado por qualquer pessoa que necessite, inclusive pelo próprio doador, desde que haja compatibilidade e o sangue estiver disponível. Há critérios que devem ser obedecidos para que o sangue seja armazenado, como, por exemplo, volume e quantidade mínima de células coletadas.

Os BSCUP também armazenam material para uso aparentado (parentesco de primeiro grau com o recém-nascido) quando há indicação médica para tal procedimento e que o justifique adequada e claramente. Neste último caso, as células contidas no sangue de cordão são de uso exclusivo do paciente indicado, e o armazenamento também é gratuito.

 

 

 

Serviço privado, responsável por todo o processo desde a triagem, coleta, testagem, processamento, armazenamento e liberação do sangue de cordão umbilical e placentário. O sangue armazenado nestes serviços é exclusivamente para uso autólogo, ou seja, do próprio recém-nascido, e exclui o seu uso por pessoa da família ou outrem.

Há critérios que devem ser obedecidos para que o sangue seja armazenado, como, por exemplo, volume e quantidade mínima de células coletadas, e estar livre de contaminação bacteriana e fúngica.

 

 

 

Serviço que possui instalações físicas, equipamentos, recursos humanos e técnicas adequadas, destinado a captar, transportar, processar e armazenar tecidos oculares de procedência humana para fins terapêuticos, de pesquisa ou ensino.
Serviço que possui instalações físicas, equipamentos, recursos humanos e técnicas adequadas, destinado à captação, triagem clínica, laboratorial e sorológica, retirada, identificação, processamento, armazenamento e distribuição de tecido cutâneo e seus derivados, de procedência humana, para fins terapêuticos e de pesquisa.

Serviço responsável pela coleta, testagem, processamento, armazenamento e liberação de células progenitoras hematopoéticas obtidas de sangue de cordão umbilical e placentário. Há dois tipos de bancos, os Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário para uso alogênico não-aparentado (BSCUP) e os Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário para uso autólogo (BSCUPA).

 

 

 

Serviço de saúde destinado a selecionar doador(es), coletar, transportar, registrar, processar, armazenar, descartar e liberar células e tecidos germinativos, para uso terapêutico de terceiros ou do(a) próprio(a) doador(a)

 

 

 

Serviço que possui instalações físicas, equipamentos, recursos humanos e técnicas adequadas, destinado à captação, triagem clínica, laboratorial e sorológica, retirada, identificação, processamento, armazenamento e distribuição de ossos, cartilagens, fáscias, serosas, tecido muscular, ligamentos e tendões de procedência humana, para fins terapêuticos e de pesquisa.

Serviço que possui instalações físicas, equipamentos, profissionais e técnicas adequadas, destinado à triagem clínica, laboratorial e sorológica, e à retirada, preparo e conservação de partes do coração e de vasos sanguíneos para emprego em enxertos com finalidade terapêutica.

 

 

 

Condição de segurança alcançada por um conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente.

 

 

 

Regulamentada pela Portaria nº. 905/GM/MS, em 16 de agosto de 2000. Trata-se de uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, entre outros. A CIHDOTT é obrigatória nos hospitais públicos, privados e filantrópicos com mais de 80 leitos, e tem como funções: 

 

1) detectar possíveis doadores de órgãos e tecidos no hospital;

2) viabilizar diagnóstico de morte encefálica, conforme resolução do Conselho Federal de Medicina nº. 1480/97;
3) criar rotinas para oferecer aos familiares de pacientes falecidos no hospital a possibilidade de doação de córneas e outros tecidos; 
4) articular-se com a CNCDO do Estado respectivo para organizar o processo de doação e captação de órgãos e tecidos; 
5) responsabilizar-se pela educação continuada dos funcionários da instituição sobre os aspectos da doação e transplantes de órgãos e tecidos;
6) articular-se com todas as unidades de diagnósticos necessários para atender aos casos de possível doação e 
7) capacitar, em conjunto com a CNCDO e o Sistema Nacional de Transplantes, os funcionários do estabelecimento hospitalar para a adequada entrevista familiar de solicitação e doação de órgãos e tecidos.

 

 

 

Técnica de congelamento e armazenamento em nitrogênio líquido, a ultra-baixa temperatura (igual ou inferior a 135°C negativos), cujo processo é lento e delicado, pois deve evitar a formação de cristais de gelo no interior das células, que poderiam destruí-las.

 

 

 

Célula que possui a capacidade de se auto-renovar por longos períodos de tempo, dando origem a cópias idênticas de si mesma. Ao receber estímulo de substâncias específicas, pode originar células especializadas de determinados órgãos e tecidos. As células-tronco podem ser classificadas como embrionárias ou adultas. A sua utilização para fins terapêuticos tem sido alvo de várias pesquisas, que se encontram, atualmente, em estágio inicial.
Também denominadas Células-Tronco Hematopoéticas. O tipo mais comum de células-tronco adultas. São células primitivas que possuem a capacidade de auto-renovação e diferenciação em diversos tipos de células, sendo as responsáveis pela manutenção da hematopoese, ou seja, originam as células sangüíneas adultas. As CPH podem ser obtidas através de punção da medula óssea, do sangue periférico (quando estas são mobilizadas da medula óssea por meio de medicamento), e também do sangue de cordão umbilical e placentário.
Gameta masculino (espermatozóide) ou feminino (ovócito ou oócito).
Células-tronco originadas a partir de diferentes órgãos e tecidos, fetais ou adultos. As CTA mais comuns são as células progenitoras hematopoéticas. Pesquisas recentes demonstram a presença de células-tronco específicas em tecidos como fígado, tecido adiposo, sistema nervoso central, pele, etc.
Células derivadas de parte do embrião em estágio inicial, com 4 a 5 dias de desenvolvimento, denominado de blastocisto. Essas células são totipotentes, ou seja, possuem a capacidade de originar células de todos os tecidos do organismo. Os embriões utilizados para a produção das CTE serão fornecidos pelos bancos de células e tecidos germinativos (BCTG).

São produtos dos genes do Complexo Principal de Histocompatibilidade (MHC), constituídos principalmente por duas classes de moléculas designadas HLA classe I (HLA-A, -B e -C) e HLA classe II (HLA-DR, -DQ e -DP). Apresentam uma enorme quantidade de tipos diferentes na população, ou seja, é raro encontrar dois indivíduos que possuam o mesmo HLA. Dentro de estudos familiares, essa probabilidade aumenta, sendo que a chance de dois irmãos filhos dos mesmos pais, serem HLA idênticos, é de 25%. Os antígenos HLA estão, na maioria das vezes, envolvidos na rejeição dos transplantes e para que se realize esse tipo de procedimento, é necessário que haja compatibilidade entre as moléculas de HLA do doador e do receptor.

 

 

 

É um sistema de avaliação e alerta, organizado com o objetivo de recolher e avaliar informações sobre os efeitos indesejáveis e/ou inesperados da utilização de hemocomponentes a fim de prevenir seu aparecimento ou recorrência.

Serviço que possui instalações físicas, equipamentos, técnicas e profissionais adequados, destinado a coletar, processar, controlar qualidade e fornecer resultados de exames de histocompatibilidade e imunogenética humana para fins terapêuticos ou científicos. São classificados, para fins de cadastramento no Sistema Único de Saúde - SUS, em dois tipos:

 

Tipo 1: laboratórios com capacidade instalada e técnica apta a realizar procedimentos de histocompatibilidade por meio de sorologia;

Tipo 2: laboratórios com capacidade instalada e técnica apta a realizar procedimentos de histocompatibilidade por meio de sorologia e biologia molecular de baixa resolução.

Complexo Principal de Histocompatibilidade) - Conjunto de genes localizados no cromossomo 6, responsável pela produção de marcadores de superfície em vários tipos de células. Estes marcadores de superfície são glicoproteínas denominadas HLA, sendo específicos para cada indivíduo.