Semana Mundial de Uso Consciente de Antibióticos

Profissionais de saúde


Resistência aos antimicrobianos: um desafio global

Os antimicrobianos (antibióticos, antivirais, antifúngicos e antiparasitários) destacam-se entre as grandes conquistas da medicina. A segurança trazida por esses medicamentos – tanto para o tratamento de problemas de saúde seculares quanto para a prevenção de complicações na realização de procedimentos, como cirurgias – alavancou a longevidade e a qualidade de vida humana. Considerando esses benefícios, torna-se compreensível o quão devastador pode se tornar o problema da resistência dos microrganismos a esses medicamentos. Na atualidade, a resistência aos antimicrobianos é uma das maiores preocupações globais em saúde pública.

Antimicrobianos muito usados estão se tornando inefetivos, o que faz com que seja cada vez mais difícil tratar um crescente número de infecções. Apesar de ocorrer naturalmente, o problema tem se agravado a partir do uso inadequado de antimicrobianos na saúde humana e animal. Outros fatores associados ao agravamento da resistência em âmbito mundial são: programas de prevenção e controle de infecção inexistentes ou insuficientes, baixa qualidade de medicamentos, vigilância inadequada e regulação insuficiente quanto ao uso de antimicrobianos.

Estima-se que, a cada ano, 700.000 pessoas morram em decorrência de cepas resistentes de bactérias causadoras de infeções comuns, HIV, tuberculose e malária. Somente de tuberculose multidroga resistente e tuberculose extremamente resistente, morrem anualmente cerca de 200.000 pessoas.

Caso não sejam tomadas ações efetivas para controlar os avanços da resistência aos antimicrobianos, estima-se que, em 2050, uma pessoa morrerá a cada três segundos em consequência desse agravo, o que representará 10 milhões de óbitos por ano. Esse número superaria a mortalidade relacionada ao câncer, atualmente com 8,2 milhões de óbitos por ano. Os impactos indiretos da resistência aos antimicrobianos relacionam-se, especialmente, às perdas econômicas por conta da perda de produtividade global. Prevê-se que tal prejuízo atinja a marca de 100 trilhões de dólares entre os anos de 2016 e 2050, caso nenhuma ação seja tomada.

Diante deste cenário mundial, em 2015, a Organização Mundial da Saúde lançou o Plano de Ação Global em Resistência a Antimicrobianos, com recomendações para os países combaterem esse problema de saúde por meio de várias frentes de atuação, como: conscientizar a sociedade e os profissionais sobre o uso adequado de antimicrobianos; promover melhores condições de saneamento básico; incentivar a descoberta de vacinas, novos antimicrobianos ou alternativas terapêuticas e desenvolver pesquisas para melhor entender esses microrganismos e sua distribuição no país. O objetivo do plano é assegurar a continuidade da capacidade de tratar e prevenir doenças infecciosas com medicamentos efetivos, seguros e de qualidade, utilizados de forma responsável e acessíveis a todos que deles necessitem. A principal marca deste documento é sua abordagem One Health (Saúde Única); ou seja, deve haver um envolvimento multissetorial para enfrentamento ao problema. Conheça Plano de Ação Global em Resistência a Antimicrobianos clicando aqui.

Todos os profissionais de saúde são atores-chave para o enfrentamento da resistência aos antimicrobianos e manutenção da efetividade dos antimicrobianos, especialmente dos antibióticos. Acesse nossos materiais e veja como você, profissional da assistência à saúde, do controle de infecções, prescritor ou docente, pode colaborar.

 

Materiais informativos:

Folheto para profissionais de saúde

Folheto para prescritor